22.12.09

sem título - 086






retire a nostalgia



sonho

lembrança









a utopia
e isso sobra










































a
negra
caixa
vazia












17.11.09

004

Por que a poesia é

bem acompanhada da chuva.
Se for em um barzinho,
decaído,
de noite,
sentindo saudade... tanto melhor

Tanto melhor ainda,
se o ritmo vier da distância,
se a distância separa o desconhecido,
então,
se acompanha com água de côco..

Líquida onda de ir e vir.

Sentimento com um pulsar, lento,
cardíaca
cadência.
Pois é dono de todas a horas, o tempo.

Ritmo da vida, de mundos distintos,
distantes de tal, fútil, realidade.

A poesia, que emana.
Livre!

Ela que ja nasceu com a liberdade em seu nome.
que anda solta em seus pensamentos, por mundos tão seus
que não ouso penetrá-los; por não pertencer a ninguém mais.

Estes são os mundos que formam o negro e profundo olhar distante.

Quantas horas ainda separam,
seu perdido olhar das ondas e brisa quente de um junho nordestino?

Ela que é a própria poesia.

4.11.09

sem título - 085



explodiu no peito, o grito incontido!

Ficou em dois pés tomou o mundo, criou deuses,
venerou, usurpou,
corrompeu, subornou.

Já se fez humano.

Agora que se fez "dono" do mundo, nada mais resta além
do pavor, daquilo que se tornou.

... aunque la mona se vista de seda, mona queda

23.10.09

sem título - 084

é fera ainda indomada

é onda do mar
em seus ciclos de indas e vindas

que sejam benvindas
suas vindas
que sejam mais breves
suas idas

é fera que espreita de longe,
raposa não cativa

ativa ou passiva?

laciva

o laço atrás de tudo
que envolve
que presenteia

8.10.09

sem título - 083


quando livre da material realidade,
abre-se então asas para vôos
mais altos, estáveis
ou instáveis por opção

leves, os pés, que passam
sobre o mar que se estende na areia

saborosas as notas musicais
que invadem os sentidos

quando livre da realidade humana

livre de um mundo apegado
ao terreno mundinho da ganância
da impressão
e que em nada se impressionam,
diante da beleza de um sorriso do casal de velhos

mundo midiático que acorrenta tais asas
numa impotência de alcançar a realidade imposta

perde, este mundo, o prazer dos passos
sobre a areia molhada

a solidão de voar alto sozinho
sem poder estender a mão
e te puxar para o mesmo vôo planado,
acima deste mundinho infeliz
podendo ver de cima o sol que la no nosso horizonte,
ainda, não se pôs



7.10.09

sem título - 82

tradição
traição
contra adição
contradição



o esmo,
perdido pelos dias a dias deste mundo.
I mundo,
A ondas e ondas
da aproximação,
distância,
aproximação. [outro assunto]

Como uma bela fera sendo domada.
Que se chega aos poucos, receosa, ainda selvagem.
Ainda sem confiança, ainda a desconfiança.
Quando a bela fera se afasta, fica a sensação de perda.

Mas ela volta, como quem não quer nada.
Deixa marcas, em territórios pouco visitados, de que ela está vindo.

Seja a música,
e amores musicais, são amores delicados, já dizia a cantora.
O elo impalpável.
Ou quase palpável.
Seja apenas o devaneio comum.

Meras palavras...
Mera poesia diária, de quanto tempo mesmo?

17.9.09

sem título - 081






Sobre o hipocondríaco, que houve blues e bate em sua caixinha de lenços descartáveis, ao som do Blues.

É uma quarta-feira,Praça Virgílio Távora, no meio de Fortaleza, "The Thrill Is Gone", B. B. King, sendo muito bem interpretado.

Cerveja e batata frita,
completam um final de exaustivo dia.

A cena quase irreal, da praça onde, durante o dia peões semi-ou-quase-analfabetos de obras absorvem suas quentinhas ou galinhas cabidelas.
Numa noite de quarta, tomada pelo Blues ao ar livre, agora degustado por apreciadores tão diversos. Além de moradores do bairro, naõ conhecem além de *Forró Sacode*.

Esta é a bela Fortaleza, a bela
Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção.

A guitarra sola.

O apreciador hipocondríaco
observa tamborilando sua caixa de lenços descartáveis.
A hipocondria, fragilidade na saúde ou semelhantes, é observada com freqüência em pessoas, onde a mãe sofreu durante a gestação, por vezes, desejando não estar naquele estada.

Saberia ele disso?
Não.. muito provavelmente não.

ar livre
blues

Nem nos sonhos mais bem embalados sonharia tão distante estar, tanto menos, alcançar tal etapa deste ciclo vital, em uma noite de ar livre agora pelo Blues embalada.

O som da guitarra que embala sonhos ainda mais impossíveis.
Sonho de ter a própria poesia.

don't stop the blues, please
don't stop the dream


Sonho da felicidade
que não se constrói na matéria
que é propriamente apenas o material básico
para o princípio

o sonho da felicidade
que não deixe de ser mero sonho
nem se distraia com o belo

mesmo o hipocondríaco,
pode ser feliz em sua lista
de alergia
de
alegrias
que mudam de lugar as letras
delatora
delirante
deletérias frases em uma tarde passada
que quase minguam sonhos


sonhos
sonhos

prefira os mais simples

sonhos..
com recheio de goiaba, ainda são os melhores.


... e sobre o hipocondríaco,
dele nada sei...

7.9.09

mais que palavras - 022






rega
a regra

escorre
pelo
rego

por
fino
fio

quase
um
vio








mais que palavras - 021













sem título - 080

Muito cedo ainda.
Aurora ainda não passou,
recolhendo seu manto noturno.

Cedo
Cedo para se definir.
Penumbras ainda.
Començando a luz azular.

Pios de pássaros.
Logo estarão em revoada,
Mais uma jornada do
dia a da.

Trocando o turno com
os morcegos que
agora se recolhem.

Os primeiros raios
começam a pintar de
vermelho as nuvens,
anunciando chuva
durante o dia.

O homem moderno,
que não vê mais as estrelas.

Vê apenas a lua,
alguns planetas,
e um céu monotonamente
alaranjado.

Tão artificial, quanto seus
sonhos consumistas.

Acorda não mais
com um despertador
mecânico,
aquele que teria dado corda
antes de Morfeu o chamar.

Seria muito irreal imaginá-lo,
acordando com o galo.
Agora com música
personalizada.


Perdeu-se o
romantismo.
Restou
erotismo;
o consum
ismo.

Outros tantos ismos,
que tornam sua vida
pateticamente
tão artificial
tão laranja
tão sem estrelas no céu.

5.9.09

003

De ti não quero a paixão...
que vem pronta e morre tão depressa qto brotou.

De ti quero mais...
muito mais,
quero amor regado.

Cuidado.

Um amor musical?
Delicado?
Talvez, mas com algo da sua pimenta.
Te quero como minha mulher.
Te quero completa.

Que complete esta metade que me falta.

4.9.09

sem título - 079

pensa em menta

em mento
mentol

pensamentol
pesamentol

testamentol
sentimentolo

paracetamol
para aceitar mole

ou duro

no duro

abs orto
flutu ante

delir ante
di ante

per dido

para dúvidas google
para resposta..
google
ou um gole

para uma vida com
poesia
siga a via

para uma vida insinuante
tenha o arbítrio

para o final de noite
que tenha o riso

para a manhã a ramela
o cabelo revirado

para a vida
ser vivida

não viva o óbvio
viva a poesia

sinta a brisa do mar invadindo
então no final dos seus dias
sinta que valeu a pena

a livre poesia
o doce arbítrio

7.8.09

mais do que palavras - 021

6.8.09

mais do que palavras - 020


26.7.09

002







Neste seu olhar negro e profundo,
que penetraria com certeza todo meu ser.
Me embreagaria.
Me perderia.

Diluiria meus dias fitando seu olhos.
Saboreando seus lábios.

Dando-te o prazer merecido.

Fazendo de ti a mais doce, mais ácida. Companhia.

Sem o tempo.
Ou quiçá com todo o tempo para perdermos.
Nos perdermos.
Achando que o mundo nunca acabará.
Nada mais que nosso mundo mundo,
vasto mundo.

És a mulher que me comove, de tão longe.
Com um negro olhar de feixes luminosos.
Estáticos, o olhar que todos observam.

Que tão poucos talvez saibam da profundidade..
da sua profundidade.

Ah!
Linda Lívia...

Se um dia te atiras...

Sonho...
que bom é sonhar.
Se é você, meu doce sonho.

Linda Linda..
Linda Lívia.

Que sentimento este abstrato, e pleno.

Se existe a plenitude em uma sentimento assim..

Linda Linda...
Linda Lívia.

2.7.09

uteurubus - 007

Sobre o mundo fantasioso que os zumbis vivem.
Sobre as falsas verdades deglutidas, em uma sociedade pasma além da verdadeira verdade.
Bem certo denominar de zumbis ignorantes, porém isso seria redundância.

Zumbi, não o dos Palmares, que a este rendemos todas as reverências.

Mas zumbis.
A engrenagem consumista de um sistema a ponto de implodir.

Como não desejar aquele veículo do ano? Apenas uma dividazinha maior e pode-se encarar o novo amontoado de ferro vendido pela mídia.

Existe boa justificativa pela troca?
Sempre existe, agora vem com um "design mais arrojado" mais "moderno".

O outro amontoado de lata que até então transportava o zumbi tão confortavelmente.. onde parou?

Ilusão, é preciso vender.Preciso alcançar metas, crescer.

Mais e mais rápido.

Capitalismo.
A imagem.
A expressão dos desejos terrenos e do apego.

Incrível paradoxo, pois que religiosos fervorosos,aqueles que em muitos sermões,cultosou pregações...

Ouviram tantas e tantas vezes, em discursos inflamados, que se existe um inferno e um diabo. Este se faz valer de imagens, de ludibriações, pela vaidade.
Capitalismo é a imagem da vaidade.

Paradoxo irônico também, é o crescimento do mercado religioso.
Uma rede evangélica na Third Avenue em Manhtan.
No local onde antes o falecido Michael Jackson, a viva Madona e tantos outros popstars deram seus autógrafos.
Na Virgin antiga. Símbolo do capitalismo consumista.

O bem de consumo mudou.

A fé hoje vende mais.

Não seria grande ironia?

Conversando no intervalo de trabalho, se percebe a distancia tão grande que existe entre "imagem" e "fato".
Desolação, poderia ser um sentimento. Impotência? Anseio por mostrar o mínimo da pouca verdade que se sabe.

Por isso:

zumbis



Contemplam através de sinais luminosos seus "semideuses".
Um novo Olimpo criado pela mídia, tão ilusória.

De tais atitudes nasce talvez uma vontade de estudar antropologia, para conseguir entender essa raça de simius zumbis pseudo pensantis.
Os ciclos dos dias, em uma engrenagem capitalista, esmeradamente azeitada pelo circo midiático.
Símios, com uma banana capitalista pendurada na ponta de uma vara.
Fazendo girar a esteira sem nunca alcançar a banana, girando incansável até sua morte.
Sem deixar a banana para ninguém, pelo simples fato de que,

a banana não existe.
É apenas uma miragem.

Miragem
Capitalismo
Mídia

Eles se materializam e tem um nome:


Dubai.

Erguida em cima de um desertosem uma única fonte de água potável,sem uma única fonte de alimento.

No entanto, Dubai (a extrema expressão do Império do Carbono).
Ergue-se.

Dubai possui campos de golfe onde antes era deserto.
Campos que consomem 15 milhões de litros de água por dia.
De onde vem à água?
Do mar.

Dubai bebe o mar.

Precisa dessalinizar toda a água consumida.
Se sua economia falhar, Dubai não tem água para uma semana.
Dubai, não tem fonte de comida, mas tem comida de todos os cantos do mundo.

Dubai, não tem água potável, mas tem esqui com neve (fabricada) de verdade.
Uma montanha dentro de um freezer.

Tudo em Dubai é artificial.
Empregos são artificiais.

Sobrevive pela injeção de dinheiro vindo do império do carbono.
90% do petróleo consumido pelos USA, saem dos poços de petróleo do Xeque Mohammed Bin Rashid.

A cada dois arranha céus existe uma foto dele sorrindo.
Dubai seria uma Disneylândia para adultos com Mohammed Bin Rashid no papel de Mickey.

O mundo olha para Dubai,
a nova Babilônia.


Mas quem realmente trabalha em Dubai, se arrepende de ter conhecido a Disneylândia dos Horrores.

Empregos oferecidos pela Internet, são iscas para conseguir trabalho escravo. Ao chegar os passaportes são confiscados.

Empresários falidos estão indo embora deixando seus carros abandonados em aeroportos, quando conseguem.

Existe um campo de refugiados da cidade onde se encontram mais de 30 mil pessoas.
A descrição de repórteres é de que o local exala a fezes e suor.

Lendo a revista Piauí n° 33, o repórter brasileiro narra estar em um dos hotéis mais luxuosos da cidade. Onde ele é o único no restaurante, onde antes Robert de Niro freqüentou. Sensação de viver o papel de Jack Nicholson no filme o Iluminado.

Dubai foi uma miragem,
o espelho de outras duas miragens:

Capitalismo e o Império do Carbono.

O império do carbono é muito voraz. Para alimentar o consumismo pelo ferro, para veículos, as máquinas cavam cada vez mais fundo.
Mais e mais fundo.
Tudo está acelerado.
Aves estão prontas para consumo no período de um ciclo menstrual.

"Crescei e multiplicaivos".

Como parar a multiplicação?
Vivemos muito mais do que morremos.

Invadimos.

Criamos sistemas econômicos em cima de erros.Herdamos os Bancos de Crédito dos orientais, das conquistas de Ciro, muito antes de Xerxes.

O capitalismo moderno com seus planos de aposentadoria.
Com velhos sorridentes sem nada para fazer.
Se pararmos de reproduzir, pararmos de crescer, quem irá pagar a conta?

O número de ativos em duas décadas será inferior ao número de aposentados e pensionistas.
Impossível não notar que o sistema vai quebrar, da mesma forma que Dubai quebrou.

Única solução ainda, para este pobre sim que a terra tenta expulsar, seria um novo capitalismo, novas formas de captação de dinheiro.

Mídias mais honestas.
Abolição do crédito falso.
Desacelerar o consumo.
Desligar a televisão, tornará você menos suscetível ao desejo que a mídia tenta impor.
Fontes de notícias sérias estão cada dia mais acessível.

Quantas pessoas irão ler até o final?
Quantas pessoas irão repensar as atitudes?

Quantas dirão bela postagem e todo o blablabla,
para depois ver o que vai passar na televisão?
Simius Zumbis pseudo pensantis, o que somos.
Pobres zumbis na linha de extinção.

Infelizmente este é o mundo que minha Francesca e sua geração irão herdar.

Cabe aqui a palavra da bíblia, não sei ao certo todas elas mas, diz que a fé sem obras...
O resto devem saber mais do que eu.
Não irão adiantar orações, pedindo benção.Precisa-se pedir por Iluminação para toda a raça humana.
Inspirado pela vida, pela observação e instigado a escrever pelo vídeo "the home project" bem como pela revista Piauí.

30.6.09

mais que palavras - 019




fogo este que a tudo
todos encanta, instiga

29.6.09

14 linhas - 003

Chuva boa de uma quinta-feira
sem vento pesada.
Aquela que cala;
aquela que a cama chama;
e o chá
e os cachos também pesados,
aqueles que o desejo instiga.
As curvas onde
perderia meus dias e tantas noites.
Tantos dengos daria,
todos aquele que bem mereceria.
Se te busco... não me ache brusco.
Apenas de-me sua mão
venha e goze uma vida ao meu lado.

20.6.09

14 linhas - 002

Atônito, o olhar, fitante
maltrata. Ainda observa. Estica
daquele canto de olho. Olhos negros
de profundo e penetrante sentimento. Ausente,
daqui, deste mundo, deste tempo.
Saurios, já extintos, dentro do peito. Agora fossilizados,
dados como palavras soltas
de tempos em tempos. De novo o tempo. Ahh aquele tempo,
que o corpo esguio o nu sobre este se lançava;
cortados
roidos...
meu tempo que escorre, grão a grão. Ainda naquele
peito bate ponta da certeza. De ser ainda
toda... minha.

17.6.09

14 linhas - 001

Odes Homéricas, de
cima de um monte
tomado de orquídeas,
ciclos aleatórios
nada suficiente,
manhãs a pouco nascidas, de
tempos atrás;
tomados... torpes...
dotados de estreito saber,
o mesmo monte de onde surgem
nossos desejos
sobre aquele tempo
agora perdidos neste mesmo tempo
mordendo os dentes da engrenagem... do tempo

13.6.09

mais que palavras - 018





11.6.09

sem título - 078

deixe o vídeo carregar primeiro ;)
leia ouvindo a música












Large Hadron Collider /Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire


O Grande Colisor de Hádrons

Possui um túnel de 27 km de comprimento, a 100 metros ao menos debaixo da terra na fronteira da França com a Suíça, onde os prótons serão acelerados no anel de colisão que tem cerca de 8,6 km de diâmetro.


Amplificadores são usados para fornecer ondas de rádio que são projetadas dentro de estruturas repercussivas conhecidas como cavidades de frequência de rádio.


Exatamente 1.232 ímãs bipolares supercondutores de 35 toneladas e quinze metros de comprimento agem sobre as transferências de energias dentro do LHC.


Os detectores de partículas ATLAS, ALICE, CMS e LHCb, que monitoram os resultados das colisões, possuem mais ou menos o tamanho de prédios de cinco andares (entre 10 e 25 metros de altura) e 12.500 toneladas. O LHC custou cerca de 3 bilhões de euros ao contribuinte europeu.


Será utilizado para simular e estudar o Big Bang em uma fração múscula de segundos.


Big Bang observe a data 09/09/08


Foi um acontecimento único. Qualquer tentativa de o descrever em termos de conceitos familiares apenas pode dar uma idéia vaga. Por exemplo, ele é habitualmente referido como uma explosão de matéria e energia, o que é bastante incorreto, uma vez que a palavra “explosão” sugere matéria a ser empurrada para fora por pressões enormes, a partir de um ponto num espaço preexistente. Na “Grande Explosão”, todo o próprio Espaço se expandiu, transportando energia pura com ele, com se estivesse a ser sugada do nada. O Universo não se expandiu para o Espaço vazio; em vez disso, o próprio Espaço expandiu-se (…) e marcou o próprio começo do tempo. Perguntar o que existia antes da “Grande Explosão” seria uma pergunta sem sentido.


Uma Grande Explosão


Um único átomo de urânio fracionado, o suficiente para detonar mega toneladas de tnt. Numa liberação de energia sem precedentes. Os estudos de Einstein para chegar a uma fórmula única, não previam um efeito destruidor usado contra simios pseudo-pensantes.

Esta experiência nuclear é 750 vezes menor do que a Bomba Termo Nuclear. Uma bomba atômica pode ser usada apenas como um gatilho para a Bomba de Hidrogênio. A arma mais mortal descoberta, que reproduz a própria força do Sol. O estudo é baseado na Produção de Energia das Estrelas. Uma produção de temperatura na potencia 20.



Tudo por um único disparo, um único milissegundo.


O facinante Universo...

O Macrocosmo.


Dissolvido pelo etéreo.


Vibrando na quinta dimensão.

Constituindo tudo o que há nele pelos tons de suas cordas vibrantes.

A harmonia Divina.

O Cosmo todo contido em uma vida, o Micro Cosmo.


Aquela replicação do universo dentro de nós.

Cada célula com seu DNA.


Cada célula possuindo todo o resto do organismo.

A arquitetura perfeita.

Assustadoramente perfeita.

Originada de duas metades de células.




e...


































... e você







aquele segundo que conteve toda uma vida

o beijo que detona com igual força a certeza

de que não existe outra mulher

em todo o mundo

que me tome para ela



certeza

brutal

assustadora

uma explosão de sentimento

nunca antes sentida


começo de toda uma vida

a energia

equivalente ao brilho da estrela

que após iniciada

não pode mais ser freada

apenas expande



toma conta


um mês

um único mês

um microcosmo

que contém toda uma vida



todo o macrocosmo




Ane Amarilo

não existem duas mulheres

para toda uma vida


existe uma única

esta mulher em minha vida

é você



somente seu beijo

tem o poder brutal

com a força detonadora do universo


apenas o toque da

suas notas vocais

hipnotizam meus ouvidos



somente o seu

rosto possui o traço perfeito


só o seu riso alegra minha alma

hoje


e sempre
e sempre
sempre

sinto



sinto amor
sinto, ainda, a mesma explosão pairando no ar
i feel love































i feel love

23.5.09

18.5.09

sem título - 077


Sem lamento,
que não é este o momento.
Nem mais lamúrias,
nem penúrias,
nem umbrúrias,
ou luxúrias..
Foi dado ao tempo
o tempo.

Não...
não lamento
Sinto no ar o murmúrio
Som, dissonante.

Como alma penada..
Pelada
despida.
Flutuante.
Tão pequeno ser, este,
pousado tão perto
Dois universos tão pertos
tão distantes..
Um ser "dito" pensante
com seus 108 kg
da mais deselegante forma...
E um murmúrio
tão pequeno
frágil
tão ágil!
Em segundo o
devorador de néctar
nada mais é do que
lembrança
Some no mesmo murmúrio
em que chegou.

to hum = murmurar

humming bird = beija-flor

12.5.09

sem título - 076


Seja um índigo

Indígno
Seja o passível possível,
de passível e afável,
e por que não afagável?
Este índigo blue !


Uma bela face,
de negro e perdido olhar.
Este laço,
que me envolve desde
antes mesmo de ter um laço.
Aquele laço.

Se retira baby, este seu
indigo blue!


Se te moves na cadência
deste blues!


Com suas cadeiras presas,
por minhas mãos, dominadas.


Não na cadência do samba,
que é poesia
mas de um blues que
da paixão é a magia.


se te lanças por
livre arbítrio
nesta dança da vida


então vou te buscar
para toda a vida,
que temos pela frente,
selar.


fim.




como assim?
acaba assim?
simplesmente fim?


é












fim
blues invade

penetra
por todos os poros
e todo o corpo então se move,
é a cadência dos corpos
enlaçados em seu íntimo

4.5.09

Juca - 004


Ele ainda pensa sobre a ...

Aquela que remove montanhas.

Aquela que Dário utilizou pela primeira vez, para invadir terras alheias, a mesma que usou para usurpar o trono, e depois empalar mais de 40 opositores, deixando em praça pública como uma floresta de horores.


A que torna as pessoas diferentes, e da o poder de falar no MEU DEUS, com a boca cheia.
De tomar para si.
De escolher a verdade, escolher qual é a verdade.

O delicioso livre arbítrio. (Lívia Brito, meu Livre Arbítrio)
Aquele...
que torna as pessoas estúpidas
o suficiente por se acharem cheias de poder.

Reles símios, pseudo-pensantes.

Juca sabe como é bem vindo o dízimo.
Juca assisitiu uma "pregação", onde o primeiro tema (para começar, antes que o povo vá embora ou se desconcentre), era o DÍZIMO, a décima parte... interessante esta décima parte tomar 25% da "pregação".

humanos

religião
a necessidade do ser "humano" em ter uma religião.

Carl Jung, já descreveu o pq seres "humanos" precisam desta religião, também demonstrou que os rituais de mutação e transformação. São equivalentes nas religiões.
O ser,
dito humano,
símio evoluido (segundo estes símios se auto intitulam). Segundo Jung, precisa dos ritos em massa, o que justifica as religiões, o futebol... o nazismo.

O arquétipo se faz presente, no inconceinte coletivo. Utilizado para manipulação de massas, seja ela uma torcida organizada, ou um encontro carismático, ou mesmo uma manifestação política, como o caso de Hitler.

O ser dito Humano, precisa, tem a nescessidade de fazer algo comum, de estar fazendo parte. Este inconciente coletivo o leva a isto.



" A energia dos arquétipos pode ser concentrada (através de ritos e outros apelos à emoção das massas) com o objetivo de levar as pessoas a ações coletivas. Os nazistas sabiam disto e
utilizavam diversas versões de mitos teutônicos para arregimentar o povo para a sua causa. À extrema direita, um cartaz de propaganda retrata Hitler como um heróico cruzado. Ao lado,
uma festa de solstício de verão, celebrada pela Juventude Hitlerista - ressurreição de uma antiga solenidade pagã. Fonte: "O Homem e seus Símbolos", Carl G. Jung.

Jung, além de Psiquiatra era um antropólogo. Estudou a fundo os primórdios do ser humano.

Deus

Um único Deus.
Esta foi tarefa de Moisés, preparar o monoteísmo.

Juca, pobre Juca que se perde em pensamentos.

Que acredita em Deus, e se sente sem autoridade de suplicar... de tentar entender este plano Divino.



Deus opera milagres..
Deus fez um milagre em mim...
Deus vai te trazer a felicidade..

Deus
DEus
DEUs
DEUS

Juca pensa:
"Símios pseudo pensante,
que se agarram em papéis para entender
aceitar
recitar
esbravejar
pregar

a palavra
esta que foi escrita fazem alguns milhares de anos,
pode outros símios pseudo pensantes...

palavras
repetidas por vezes

códigos de conduta"

Será Juca um herege por enxergar Deus, sem precisar de seus milagres?
Por não precisar chamar distintamente um de irmão, mas outro ao lado.. tão o mais correto e crente em Deus, por não ser "irmão na fé"..
não é seu "irmão"...

Dúvidas que rolam em na cabeça de Juca.

Pensa Juca...
Se entrega a esta demência que é o ser humano.

Não seria o pensamento uma mutação maléfica?
Que humano este que levanta um livro preto, diz palavras.. e segue destruindo o paraíso criado pelo Deus que é cheio de amor.. e que segundo ele ira perdoar tudo?

Perdoar que este humano com livro preto na mão ou verde.. ou azul...
Que sente uma "pseudo-pena", por pobres mendigos...
mas é contra controle populacional.

Não.. Juca... este Juca não consegue entender
tanta incoerência nestes animais que o cercam.

20.4.09

19.4.09

14.4.09

sem título - 075

"Sobre a gorda e o saquinho de pipocas."

Devia estar bom, ela se entupindo de mais amido, talvez nem seja culpa dela em si, mas da cultura local, ou diria, a falta da mesma. Falta de amor não só próprio mas com toda cidade onde habita. Pensa (se pensa) ela que o maldito pacote se desintegra só passar pela janela do ônibus?(ainda tem acento? não no ônibus, mas na palavra)

A impossibilidade de calar-me diante da cena, como se a latrina da vida fos
se o exterior do maldito veículo.

Vontade de levar para dentro da casa de todos os imundos que não sabem viver em sociedade, todo o lixo produzido. Sem hipocrisia, pois bem sei que ao comer uma comida rápida, o lixo produzido em embalagens até o alimento chegar a boca, é muito superior ao próprio futuro desejo ingerido.


Sem poder calar-me,
questionei se a obesa era desta cidade mesmo, e tive um certo desdém
(e foda-se a interpretação dada a este desdém), ao saber que sim era
daqui da "Fortaleza Bela". Todos os milhões de pessoas que imaginam ser um por
tal, a janela do veículo, ou janela de casa, ou abrir a mão e soltar qualquer dejeto no chão. Todos estes milhões de pessoas merecem cada morte por dengue ou toda a enchente, carro batido e todo o caos e lixo desta cidade imunda.
Sim Fortaleza é sim imunda!

A Beira-mar, esta quase sobrevive, pelo cuidado que o povinho tem com os turistas. Fortalezence não tem orgulho da cidade, tem sim um desdém incrível. Cuidar da orla onde os turistas estão, é o mesmo que ser... nem termo encontro para isso... quem sabe um nada? Ou menos que isso? Quem limpa a casa para um estranho e vai dormir na latrina?

Amo esta cidade, adotei ela como moradia.

Tenho pena, não só da gorda, que deve ter visto muito sua mãe (talvez também gorda), fazendo o mesmo. Quem sabe seu pai, irmão.. foi sempre assim.

Fortaleza...

A bela terra da luz. A suja cidade do lixo.
Pena...

13.4.09

sem título - 074

Para escrever, de que precisa? Tristeza, bem certo.
Nada de boa música, com certeza.
Muitas as que passaram nesta
pouca vida.

Outras tantas e tantas ainda virão,
que fazer, se assim sou?

Sentir demais e nada sentir
De que vale
, se
comedir?

Comedir
como o Edir, o Macedo
aquele com cara de sebo. (para rimar)

continua

ndo

se para onde, não sabe ir...
...nem vir

e no bom "ir e
vir"
de um bom sexo praz
eroso
se perde toda a
paciência

quem sabe isso um dia explique a ciência
e diga para minha conciência

que foge de toda, talvez, descencia...

e de que vale o texto?
se para tudo há um contexto
que "encaixa"

lá se vai mais uma caixa
de supresa ou de Tereza

e de que vale a reza?
se hoje não se compra mais nem vela?

de que vale o circo,
se todos os palhaços estão assistindo? (nem sabem para onde estão indo)

de que vale a rima? (tá ficando poético isso)

então melhor acabar por aqui. (sem rima nem obra prima)

9.3.09

sem título - 072

Dia de ver zumbis

não o dos Palmares,
mas aqueles que estão em todos os lugares
vegetando, enlatados
em suas vidas, ônibus
em seus desejos vazios de que o dia acabe.

Quando morrem
estes zumbis, não se notará a diferença
pois já estavam mortos mto antes.

Qtos destes admiram uma lagoa sem vento?
Qtos observam uma coruja pescar na madrugada,
ou param para olhar a Lua, que agora tem uma dona.

Aquela que talvez colocasse em uma arredoma,
dessas tão redonda quanto a própria lua.

ou não...

26.2.09

001

AMA relo

a mula AMArula

AMA ramelo
Amarilo
Ane Amarilo

cara mélo

cara mêlo
camêlo
com seus pelos
agora sem acento

após cansados
pobres Camêlos

sem seus pelos
agora sem acento
nem pelos
que pincéis
com acento viraram

AMARULA
no parque
com olhar perdido
ao longe
olhos negros
com a profundidade de um salto

mesmo do alto
faça da vertigem
sua mira
miragem

de pensamentos
tão esvoaçantes quanto seus cachos
quando envolta na imensidão do oceano
da ilha dos manés
da ilha

se perde em pensamentos
que se prendem em momentos
e tão pouco falta..

mas falta
a falta
asfalta
na falta
de
naftalina

quem sabe ritalina

ou epi nefrina

ad renalina
oci tocina

no tálamo
este com acento
por ser proparoxítona

também proparoxítona
palavra da gramática
mais elegante e esdrúxola
também pró para oxítona

disvirtue
sem perder o foco

viva
não sobreviva



sobre vida não há


seja aquilo que deseja ser
vença
se deseja ser

Es critora
ou
Arqui teta

jamais seja uma
Adm inistradora

ajudante
ou apenas amante
apenas dona de casa

uma som bra
uma perde dora



você



em toda sua essência

que se foda o mundo


coragem
torna
a vida
menos breve




viva









e
até
breve
_