30.4.08
29.4.08
sem título - 053
O ar da noite é estritamente necessário, necessário às ilusões, ao coração
Envolve-me com seus braços musculosos
Num abraço nostálgico,
Num desejo medroso.
E fico a te olhar a cada instanteNum desejo medroso.
Sem que estejas comigo
Grito com os olhos
- tu não escutas-
Então, sinto a lágrima salgadaMolhar meu lábio Não sei se é minha ou tua... Condenas o amor libertino Somente porque não chegou ainda
O tempo completo do amor
O tempo de completo amor
O céu é neutro como tua mente
As cortinas rasgadas refletem tua fúria
Porém não olhaste meu grito
Nem tampouco secaste a lágrima
você
Agora meu coração sangraMeus olhos roucos de gritar;
Engana-me com tua imagem
Esvaio-me em sangue;
Sem que tu, a noite ou o tempo
Se comovam; ou, no mínimo
Escutem meus olhares
Depois de tanto tempo, a escrita não parece minha, nunca ficava com cópias dos textos sempre foram escritos para uma só pessoa... uma dedicação? Talvez.
Acho que era mais melodramático e nostálgico na época, texto escrito por volta de 1992.
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Guga Detoni
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29.4.08
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21.4.08
sem título - 052
sobre o inominável e unilateral sentimento inequívoco. (platônico)
que um outrora foi (lacônico, o que é lacônico?)
e hoje se esvai.
Perde-se dentro do fisico momento noturno
dentro de taças de vinho
onde o abstrato perdeu para o físico
e hj nada mais resta (se não cultivado)
além do momento
todos os anos passados substituídos por vãos momentos (noturnos)
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Guga Detoni
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21.4.08
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