4.5.09

Juca - 004


Ele ainda pensa sobre a fé...

Aquela que remove montanhas.

Aquela que Dário utilizou pela primeira vez, para invadir terras alheias, a mesma que usou para usurpar o trono, e depois empalar mais de 40 opositores, deixando em praça pública como uma floresta de horores.


A fé que torna as pessoas diferentes, e da o poder de falar no MEU DEUS, com a boca cheia.
De tomar para si.
De escolher a verdade, escolher qual é a verdade.

O delicioso livre arbítrio. (Lívia Brito, meu Livre Arbítrio)
Aquele...
que torna as pessoas estúpidas
o suficiente por se acharem cheias de poder.

Reles símios, pseudo-pensantes.

Juca sabe como é bem vindo o dízimo.
Juca assisitiu uma "pregação", onde o primeiro tema (para começar, antes que o povo vá embora ou se desconcentre), era o DÍZIMO, a décima parte... interessante esta décima parte tomar 25% da "pregação".

humanos

religião
a necessidade do ser "humano" em ter uma religião.

Carl Jung, já descreveu o pq seres "humanos" precisam desta religião, também demonstrou que os rituais de mutação e transformação. São equivalentes nas religiões.
O ser,
dito humano,
símio evoluido (segundo estes símios se auto intitulam). Segundo Jung, precisa dos ritos em massa, o que justifica as religiões, o futebol... o nazismo.

O arquétipo se faz presente, no inconceinte coletivo. Utilizado para manipulação de massas, seja ela uma torcida organizada, ou um encontro carismático, ou mesmo uma manifestação política, como o caso de Hitler.

O ser dito Humano, precisa, tem a nescessidade de fazer algo comum, de estar fazendo parte. Este inconciente coletivo o leva a isto.



" A energia dos arquétipos pode ser concentrada (através de ritos e outros apelos à emoção das massas) com o objetivo de levar as pessoas a ações coletivas. Os nazistas sabiam disto e
utilizavam diversas versões de mitos teutônicos para arregimentar o povo para a sua causa. À extrema direita, um cartaz de propaganda retrata Hitler como um heróico cruzado. Ao lado,
uma festa de solstício de verão, celebrada pela Juventude Hitlerista - ressurreição de uma antiga solenidade pagã. Fonte: "O Homem e seus Símbolos", Carl G. Jung.

Jung, além de Psiquiatra era um antropólogo. Estudou a fundo os primórdios do ser humano.

Deus

Um único Deus.
Esta foi tarefa de Moisés, preparar o monoteísmo.

Juca, pobre Juca que se perde em pensamentos.

Que acredita em Deus, e se sente sem autoridade de suplicar... de tentar entender este plano Divino.



Deus opera milagres..
Deus fez um milagre em mim...
Deus vai te trazer a felicidade..

Deus
DEus
DEUs
DEUS

Juca pensa:
"Símios pseudo pensante,
que se agarram em papéis para entender
aceitar
recitar
esbravejar
pregar

a palavra
esta que foi escrita fazem alguns milhares de anos,
pode outros símios pseudo pensantes...

palavras
repetidas por vezes

códigos de conduta"

Será Juca um herege por enxergar Deus, sem precisar de seus milagres?
Por não precisar chamar distintamente um de irmão, mas outro ao lado.. tão o mais correto e crente em Deus, por não ser "irmão na fé"..
não é seu "irmão"...

Dúvidas que rolam em na cabeça de Juca.

Pensa Juca...
Se entrega a esta demência que é o ser humano.

Não seria o pensamento uma mutação maléfica?
Que humano este que levanta um livro preto, diz palavras.. e segue destruindo o paraíso criado pelo Deus que é cheio de amor.. e que segundo ele ira perdoar tudo?

Perdoar que este humano com livro preto na mão ou verde.. ou azul...
Que sente uma "pseudo-pena", por pobres mendigos...
mas é contra controle populacional.

Não.. Juca... este Juca não consegue entender
tanta incoerência nestes animais que o cercam.

23.4.09

mais do que palavras - 015






Por todo o riso
pela perfeição
em cada segundo







20.4.09

mais do que palavras - 014




















mais do que palavras - 013























mais do que palavras - 012



















sonho








seja de valsa ou de mentira
ou daqueles que se encaixotam

que se desprendem
se abrem no ar
se despedem



despencam
despencam

dentro dos
dias-após-dias
pela metade


ainda não é tarde
não tão tarde..

































19.4.09

14.4.09

sem título - 075

"Sobre a gorda e o saquinho de pipocas."

Devia estar bom, ela se entupindo de mais amido, talvez nem seja culpa dela em si, mas da cultura local, ou diria, a falta da mesma. Falta de amor não só próprio mas com toda cidade onde habita. Pensa (se pensa) ela que o maldito pacote se desintegra só passar pela janela do ônibus?(ainda tem acento? não no ônibus, mas na palavra)

A impossibilidade de calar-me diante da cena, como se a latrina da vida fos
se o exterior do maldito veículo.

Vontade de levar para dentro da casa de todos os imundos que não sabem viver em sociedade, todo o lixo produzido. Sem hipocrisia, pois bem sei que ao comer uma comida rápida, o lixo produzido em embalagens até o alimento chegar a boca, é muito superior ao próprio futuro desejo ingerido.


Sem poder calar-me,
questionei se a obesa era desta cidade mesmo, e tive um certo desdém
(e foda-se a interpretação dada a este desdém), ao saber que sim era
daqui da "Fortaleza Bela". Todos os milhões de pessoas que imaginam ser um por
tal, a janela do veículo, ou janela de casa, ou abrir a mão e soltar qualquer dejeto no chão. Todos estes milhões de pessoas merecem cada morte por dengue ou toda a enchente, carro batido e todo o caos e lixo desta cidade imunda.
Sim Fortaleza é sim imunda!

A Beira-mar, esta quase sobrevive, pelo cuidado que o povinho tem com os turistas. Fortalezence não tem orgulho da cidade, tem sim um desdém incrível. Cuidar da orla onde os turistas estão, é o mesmo que ser... nem termo encontro para isso... quem sabe um nada? Ou menos que isso? Quem limpa a casa para um estranho e vai dormir na latrina?

Amo esta cidade, adotei ela como moradia.

Tenho pena, não só da gorda, que deve ter visto muito sua mãe (talvez também gorda), fazendo o mesmo. Quem sabe seu pai, irmão.. foi sempre assim.

Fortaleza...

A bela terra da luz. A suja cidade do lixo.
Pena...

13.4.09

sem título - 074

Para escrever, de que precisa? Tristeza, bem certo.
Nada de boa música, com certeza.
Muitas as que passaram nesta
pouca vida.

Outras tantas e tantas ainda virão,
que fazer, se assim sou?

Sentir demais e nada sentir
De que vale
, se
comedir?

Comedir
como o Edir, o Macedo
aquele com cara de sebo. (para rimar)

continua

ndo

se para onde, não sabe ir...
...nem vir

e no bom "ir e
vir"
de um bom sexo praz
eroso
se perde toda a
paciência

quem sabe isso um dia explique a ciência
e diga para minha conciência

que foge de toda, talvez, descencia...

e de que vale o texto?
se para tudo há um contexto
que "encaixa"

lá se vai mais uma caixa
de supresa ou de Tereza

e de que vale a reza?
se hoje não se compra mais nem vela?

de que vale o circo,
se todos os palhaços estão assistindo? (nem sabem para onde estão indo)

de que vale a rima? (tá ficando poético isso)

então melhor acabar por aqui. (sem rima nem obra prima)

6.4.09

2.4.09

sem título - 073

Ao calor de uma janela tórrida, vejo céu azul, pássaros vem visitar. E oq mais? Nada.. O nada abaixo de tudo.
UA▓T▓IAÊO SM▓▓VMSSL ,▓ACM,EEA ▓V▓▓.EAPO ▓▓▓U▓SLÊA ▓XRMMMLD▓ ▓MOCDMNGI EE▓▓ÉP▓OE UOESVORÊO UEANM▓MS▓ LDRULR▓EI R▓▓SLNRF▓ SIOOOE▓SH EVIS▓VE▓H H.ESENL▓S SP▓ENO▓IQ O▓MEU▓LER HIQICE3RA CQTUCAERM AIN▓ADUVO L5▓.ÊUAEÊ MUEA▓ZTO▓ ÃEABO▓S▓▓ E.▓▓ASS▓V MI▓CO▓▓E▓ AUUT▓▓DÉR ▓▓OIEDCA▓ SARQNBMOV SI▓EDPCDN OARAELTUO S▓DOASRII AUAT.RAC▓ EOASTDOCI SE▓ASP▓E▓ A.OTG▓L.I ISÊBEAASS AC▓D?▓MOR O▓▓TA▓▓A▓ LT,AROVE▓ APRI▓ENU▓ OA▓S.É▓RÁ NA▓SMANAÚ SEILSIQE▓ ▓OÃ▓TZQEO NO▓NPN▓E▓ NUNAOUOSI IUM▓HUDIE HVMDDETM▓T▓ENAE▓VA ▓ECRUOBIA ▓IOFRMUU▓ ▓VCDA▓OEM CRA▓OR▓IA A▓AEVO. Espaços não existem, você sabe disso ;). 484

9.3.09

sem título - 072

Dia de ver zumbis

não o dos Palmares,
mas aqueles que estão em todos os lugares
vegetando, enlatados
em suas vidas, ônibus
em seus desejos vazios de que o dia acabe.

Quando morrem
estes zumbis, não se notará a diferença
pois já estavam mortos mto antes.

Qtos destes admiram uma lagoa sem vento?
Qtos observam uma coruja pescar na madrugada,
ou param para olhar a Lua, que agora tem uma dona.

Aquela que talvez colocasse em uma arredoma,
dessas tão redonda quanto a própria lua.

ou não...

26.2.09

001

AMA relo

a mula AMArula

AMA ramelo
Amarilo
Ane Amarilo

cara mélo

cara mêlo
camêlo
com seus pelos
agora sem acento

após cansados
pobres Camêlos

sem seus pelos
agora sem acento
nem pelos
que pincéis
com acento viraram

AMARULA
no parque
com olhar perdido
ao longe
olhos negros
com a profundidade de um salto

mesmo do alto
faça da vertigem
sua mira
miragem

de pensamentos
tão esvoaçantes quanto seus cachos
quando envolta na imensidão do oceano
da ilha dos manés
da ilha

se perde em pensamentos
que se prendem em momentos
e tão pouco falta..

mas falta
a falta
asfalta
na falta
de
naftalina

quem sabe ritalina

ou epi nefrina

ad renalina
oci tocina

no tálamo
este com acento
por ser proparoxítona

também proparoxítona
palavra da gramática
mais elegante e esdrúxola
também pró para oxítona

disvirtue
sem perder o foco

viva
não sobreviva



sobre vida não há


seja aquilo que deseja ser
vença
se deseja ser

Es critora
ou
Arqui teta

jamais seja uma
Adm inistradora

ajudante
ou apenas amante
apenas dona de casa

uma som bra
uma perde dora



você



em toda sua essência

que se foda o mundo


coragem
torna
a vida
menos breve




viva









e
até
breve
_

31.1.09

mais que palavras - 009




por que não "qué"!

28.1.09

sem titulo - 071

Explendida capacidade.. 
libertina burca crapulosa,
vaga dada
em meu peitoril tolo

só elege lábil imã rácio...
sábia carga.

Volteada terá lógico, goma.

Pois  não vou aturar guenza tartaruga, 

muitíssimo tolerante mais....

sem título - 070

também depois

espero que
outro espectro se materialize
um espectro feminino de sagaz inteligêcia
vasta cultura
notório humor
inteligência
sem ser chata
que dá azia
que esteja a altura
sem negligência
se não chamo a gerência
e reclamo e quebro
e tudo vai parar na sala
de pura emergência

Muita exigência
Não, nem demência.

Só a rachadura
aquela escura
que escorre
e corre
não socorre

maldito aquele porre
assim feito
imperfeito
com raro efeito
e alguma ligação
assim
sempre
o provável
renovável
assimétrico

o belo nativo
aquele que evoca
o profundo olhar
o largo sorriso

para que sempre
pense nisso

sempre a serpente
com sua volta
infinita
o ciclo

vicioso
o clip vídeo
que se repete
infinito
princípio
meio
e 
fim
o fim
zé fim
sérafim

fim.

8.1.09

sem título - 069

Breve comentário:

Sobre Paulo Coelho:
nunca lí.
Nem vou ler.
Vi tanto imbecil citando
e tantos pensantes
abominando.

Isso basta para não perder meu tempo.

Obs: se aplica para Augusto Cury ou,
pelo sugestivo número (069),
Bruna Surfistinha.
perdi a oportunidade de publicar algo mais interessante neste número, deixarei para o 169, que não parece tão interessante assim

30.11.08

sem título - 068

Ainda dará sintonia total!
Voando cedo
Ao meu labirinto, dominado e usando somente o mesmo monastério,
trará jericó todo, sem precedentes.
Uma máxima
Saudade
Dádiva
Delatora
Muito tomada, grandiosa
debaixo:
Ficou Couto Lopes Renato na porção longitudinal
garantida daquela taboa, ainda datada.
Aquela manhã, Rei:
votos cementados.
Se é agora, morte não se abalará
cada
batida
tão
Cetro
Dominado.

27.11.08

sem título - 067

Seria propício o momento para se falar em aquecimento global? Ahhh
Seria sim muito propício, mas a chuva deste ano logo vai passar, os estragos vão ser contabilizados, ajudas virão, Santa Catarina resistirá este ano de novo. Mas provavelmente RBS tv e outras emissoras, daqui um mês, estará preocupada em noticiar a quebra do movimento, logo no princípio da temporada. O assunto será outro, não mais aquecimento global. Mas falar sobre vendas, dinheiro. O que move a máquina.

Somente se falará de aquecimento, no próximo ano.
Interessante, como é mostrado na mídia quando se fala de aquecimento global. Nos vídeos, quando mostra emissão de fumaça, mostram os ônibus. Isso tem efeito sobre as pessoas de menos conhecimento. A ponto de escutar um senhor dentro do ônibus dizendo que estava surpreso de ver o ônibus quase vazio (lógico que ele não pegou em horário de pico). A conversa se adiantou e a criatura disse que ficaria feliz se as pessoas pudessem pagar mais táxis, por que um ônibus (ele disse que viu na televisão), polui demais.
Onde vai a ignorância da pessoa.
Lógico que não me contive se entrar na conversa.
Questionei o "culto" senhor sobre as fontes.
Uma criatura dessas ira falar para mais criaturas como ele.
Até mostrar para ele que era burrice pensar desta forma, foram vários kms.

Se isso é difícil de entrar na cabeça das pessoas.
Falar de castração como solução, por mais que as pessoas sejam informadas. É muito complicado. Mesmo pessoas com mestrado, doutorado em química, pedagogia, direito o que imaginar.

Complicado.

Como podem ser tão cegos e não enxergar na frente tudo o que acontece.

Castração sim.Capacitação de idosos.
Queremos viver mais, mas para isso é preciso que pare de nascer tanto que vão querer viver mais.

Aí vem outro problema, quem irá pagar as contas no final?
Em 2050, o número de aposentados estará ultrapassando o número de efetivos.

Este seria um argumento bem pesado para a minha tese de contenção do crescimento.

O que se apresenta é um quadro de mudança completa da maneira de existir. De pensar, de viver. Vivemos nosso xeque-mate inevitável. Um grande tabuleiro onde as peça estão se dispondo dia após dia. A cada decisão errada que se toma.
Uma ministra vende uma parte da amazônia para "desmatamento controlado", mas isso é passado.
O capitalismo é a praga que irá mandar.
Mandar tudo isso para um inferno aqui na terra.
A igreja Católica foi contra comunismo e socialismo. O que devia estar por trás de tudo isso?
A mesma igreja que reza para chover, salvar vidas, parar de chover. A mesma que veio até aqui "civilizar" os índios.

A hora de se repensar em aquisição de capital. O mundo sobreviverá, nós humanos sem predadores não.A medida seria contenção de crescimento populacional URGENTE. Juntamente com uma migração para um mundo mais comum e social. Pois seremos uma multidão de velhos babões, esquisofrênicos, com Alzeimer usando big-fral. Quem irá tomar conta de tantos velhos, com tão poucas pessoas nascendo?
Esse é o preço de se viver mais, de alterar o relógio biológico. Remédios e mais remédios, curando cada vez mais.

O que será desta geração de 1990?

Mas o fato, a chuva vai passar.
A água vai baixar e este assunto vai ficar só para o ano que vem, quando tudo se repetir de maneira mais intensa.

21.11.08

Mera Distração escreve

Ah!
Se eu pudesse com os meus olhos
acariciar a sua pele.
Com o meu olfato
sentir o seu coração acelerado.
Se o meu tato fosse propositadamente
levado ao alcance do seu cheiro.
E a minha audição, pura e simplemente,
disposta a ouvir sua boca.
Enquanto meu paladar se delicia
com as palavras que saem das suas letras.

Eu não me importaria de viver
essa singular confusão indiscreta dos meus sentidos.

escreveu Livia Brito em Mera Distração

15.11.08

sem título - 065

Mesmo não sendo adepto aos vídeos do YouTube nos blogs. É impossível não ter este blues para escutar, enquanto conto uma história.





Eu li em um livro de histórias da mitologia grega, e vou resumir aqui. lógico que não será tão bem contado como no livro.

É a história de Admeto e Alceste.

"Zeus um dia resolveu testar como os humanos o acolheriam na terra. Chamou seu filho Hermes, e foi. Como sempre, disfarçado.

Ele e Hermes, foram como andarilhos, mendigos, propriamente ditos. Acreditando que existia bondade em todos os humanos.

Chegaram em uma mansão com muitos quartos, foram recebidos pelo serviçal, que os expulsou de lá. Zeus, zangou-se, mas como era ainda a primeira tentativa. Tentou em uma segunda casa.

Onde havia um casamento. Muita comida, comida de sobra, muito vinho. Zeus que adora uma festa, ficou todo feliz. O dono da festa os recebeu, com uma cara fechada.
Os dois "andarilhos" pediram um pouco de comida, pois estavam com fome. O dono pediu que aguardassem e fechou a porta. Logo depois apareceu uma empregada jogando para fora pote com uns restos de comida, que ao cair no chão acabou de virar.

Hermes viu em Zeus a cólera tomando conta. Sabendo do sangue quente do pai.. sugeriu então que tentassem mais uma vez.

Desta vez, chegaram em uma casa que estava toda fechada, cortinas tudo. Bateram, e apareceu na janela um homem, com o peito desnudo, depois uma mulher enrolada em um lençol. Nem bem acabaram de ouvir os "andarilhos", e fecharam a janela.

Mais uma vez o insistente Hermes apaziguou Zeus e seguiram.

Então chegaram em uma humilde casa (sempre assim nestas histórias). Uma casa realmente muito simples. Lá se encontrava um casal já de idade. O senhor da casa, Admeto, recebeu os visitantes com um largo sorriso. Preocupado pois pareciam cansados. Chamou a esposa Alceste para que servisse uma boa refeição para os convidados. Sempre prontos para atender.

Admeto retirou do fundo de um armário, um vinho, que pelo visto estava há muito guardado.

A mesa colocada, foram saborear a comida.

Foi quando Admeto, percebeu que apesar de terem bebido e comido bastantes, a comida e o vinho pareciam ainda intocados.

Então Admeto, em profundo respeito falou para a esposa. Estamos diante de Zeus, não percebe? Desculpou-se pela humilde casa... e todas a reverencias possíveis.

Zeus com um largo sorriso, chamou-os para caminhar e foram até uma montanha. Lá Zeus pediu para Ademto que desejasse qualquer coisa e seria atendido.

Admeto, pediu para conversar com a esposa. Após um breve instante disse para Zeus.

- Poderoso Zeus, meu desejo é que eu e minha esposa duremos na terra o mesmo período de tempo, pois não suportaríamos viver afastados um do outro nem um dia sequer.

Então Zeus disse será feito como pediu. Levantou as mãos então instalou-se um dilúvio varrendo tudo por onde ele não havia sido acolhido. Viram passar os integrantes da festa, os amantes o casarão...

Então Alceste, soltou um grito de terror quando viu sua humilde casa sendo levada também pelas águas.

Porém, em seu lugar, surgiu um templo magnífico, do qual o casal foi incumbido de cuidar. Zeus ainda negociou com as Parcas, mais uns anos de vida para os dois.

Assim viveram até a mais tardia velhice, juntos, inseparáveis.

Quando um dia, sentados a frente do tempo. Conversando, como sempre fizeram durante toda a vida. Admeto sentiu uma estranha coceira no pé direito. Ao coçar, viu que um pequeno ramo surgiu, depois mais outro. Começando a tomar conta de seu pé inteiro.

No mesmo instante olhou para Alceste. Que também estava se transformando.

Em poucos minutos os dois, haviam se transformado em duas enormes árvores frondosas em frente ao templo. Com seus galhos entrelaçados.

Desta forma Admeto e Alceste, viveram por mais uma vida juntos e unidos."

Por isso se um dia alguém disser que deseja ser uma árvore ao seu lado, talvez ele esteja querendo dizer o quão sincero é o seu amor por você.


Mais um vídeo, para continuar no clima e pensar um pouco.




Para quem não conhece:
Roy Buchanan
1º Video - Sweet Dreams
2º Vídeo - The Messiah Will Come Again