minutos aqueles
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cripto
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sem título - 094
O restaurante já foi considerado um bordel em outra época,
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13.4.10
il genes - 001
no erguer de sobrancelha
ou no vasto riso,
de mostrar todos os dentes
como consegue conter
esta pura intesidade
de que se faz constituída?
envolta em racional armadura
sinto seus poros
distantes poros
um a um
dilatar
para em coletivo exalar
o saboroso suor
de uma felina
silêncio cheio
de desejo
de vontade
da libido
da vida a dois sem fronteiras
menina
em breve
vai ser uma mulher
como consegue conter em si
a sanidade?
em sã idade
in sã idade
in san idade
que vossa santidade..
insantidade
que acabe na verdade
este eco
de
ade ade ade ade
que peço por caridade
pois me rende a saudade
e mais
ade ade ade ade
pedaço são
de vida
revivida
por este momento
moça...
em breve
você será uma mulher
dona de excalibur
por que
não está certo esta
vida
di vida dida
em breve
será a mulher
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2.4.10
29.3.10
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22.2.10
19.2.10
sem título - 090
São os bipes alternados das caixas registradoras
que levam a mente fluir
entre bipe e outro
Cada peça em seu lugar
a engrenagem azeitada
Monótono ofício de registrar números
abre a gaveta
confere dinheiro
confere troco
fecha gaveta
e mais
bipe aqui
bipe ali
bipe lá
bipe aqui
bipe lá
digite a senha por favor
obrigado
[volte sempre não se usa mais,
pois, obviamente, votaremos sempre]
então a mente desprende
percebe neste patético ofício
não é o desenho
não é o ganho
nem o gasto
tudo é pasto
é capim de papel
que alimenta
o ir
o vir
com sumir
mas o que alimenta o sonho
aquele de goiabada
é o saber que existe
no mundo
outro ser
que viva na mesma leveza
de notas e cifras
tão diferentes
tão bem desenhadas no ar
o ser
que plana, leve,
mesmo que em pensamento.
a leveza da liberdade
sustentada pelo pesado fardo
da solitude
o sonho [aquele de goiabada]
que dia a dia
se abra o peito
semeie
plante
povoe o pensamento
até tomá-lo,
este ser,
por completo
de ti,
que flutua em
seus pensamentos
dissonantes,
quero apenas
todo teu ser
apenas para todo
nosso sempre
para queimar em desejos
saciar nos passeios
embebedar nas divagações [sem fim]
comover em silêncios
explodir no riso
para desejar cada pedaço molhado,
do duro mamilo à boca sedenta,
do ponto ao laço,
toda esta mulher
por baixo da toalha
que vai cair
que castigue minha derme
com vermelhas unhas cravadas
que sacie meu ouvido
com gemidos
sussuros
teus gemidos
teus sussurros
aqueles que somente
se forem os teus
e de mais ninguém
bipe aqui
bipe lá
bipe aqui
bipe
bipe
bipe lá
bipe ali
pergunta aqui:
- mais alguma coisa senhor?
largo sorriso:
- não, moça, apenas isso.
[o pensamento]:
- não moça nada,
que você possa resolver... =]
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12.2.10
31.1.10
sem título - 089
aquele ir
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27.1.10
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22.12.09
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sem título - 086
retire a nostalgia
sonho
lembrança
a utopia
e isso sobra
a negra caixa vazia
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17.11.09
004
Por que a poesia é
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4.11.09
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23.10.09
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é fera ainda indomada
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8.10.09
sem título - 083

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7.10.09
sem título - 82
o esmo,
perdido pelos dias a dias deste mundo.
I mundo,
A ondas e ondas
Como uma bela fera sendo domada.
Que se chega aos poucos, receosa, ainda selvagem.
Ainda sem confiança, ainda a desconfiança.
Quando a bela fera se afasta, fica a sensação de perda.
Mas ela volta, como quem não quer nada.

Ou quase palpável.
Meras palavras...
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7.10.09
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1.10.09
mais que palavras - 024
Não mudou muito de lá para cá.
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